O presidente do consórcio responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Parnaíba (PHB), Rodolpho Santos, esclareceu nesta quarta-feira (11) os detalhes do pouso de emergência de um jato executivo Embraer ocorrido na manhã de terça-feira (10).

De acordo com o gestor, o piloto da aeronave solicitou autorização para pousar no aeroporto mesmo com a pista temporariamente fechada devido a obras de manutenção. Durante a comunicação com a torre, o comandante informou que a aeronave estava com baixo nível de combustível e que se encontrava a cerca de 12 minutos do aeroporto, solicitando a retirada imediata dos operários que trabalhavam na pista.

Após o alerta, a equipe responsável pelas obras foi retirada do local e o aeroporto autorizou o pouso emergencial do jato particular, que ocorreu em segurança.

Rodolpho Santos explicou que atualmente o aeroporto passa por um processo de reforma em um trecho de aproximadamente 900 metros da pista, dentro de um total de 2.500 metros. Segundo ele, a obra foi planejada em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e com as companhias aéreas que operam no terminal.

“Não há qualquer irregularidade com o aeroporto de Parnaíba. Trata-se de um aeroporto moderno e preparado. Temos uma notificação de obras aberta e um acordo operacional firmado com a Anac. Essa reforma faz parte de um plano de melhorias diante da movimentação atual com a Latam e da preparação para ampliação das operações com a chegada da Gol”, explicou o presidente.

Segundo o gestor, a previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o mês de abril.

Durante o período de reforma, foi estabelecida uma programação específica para funcionamento da pista. Ela é fechada no final da noite de sábado para a realização das obras e reaberta na quinta-feira, quando voltam a ocorrer os voos comerciais.

Apesar da interdição temporária, Rodolpho ressaltou que o aeroporto possui protocolo para liberação da pista em casos emergenciais.

“Temos procedimentos para liberar a pista em situações de emergência ou necessidade pública, como operações do Samu Aéreo. Conseguimos desmobilizar a equipe de trabalho em até 15 minutos para permitir um pouso de emergência”, afirmou.

O presidente também destacou que os pilotos precisam verificar previamente as condições operacionais dos aeroportos antes da elaboração do plano de voo, incluindo os períodos de fechamento para obras.

Após o pouso, a aeronave foi abastecida e seguiu viagem. O comandante chegou a conversar com a administração do aeroporto e foi informado de que o terminal operava dentro da normalidade.

“Como se tratou de um pouso de emergência, o caso foi comunicado à Anac. Da nossa parte, todos os procedimentos foram seguidos corretamente. O que a agência deve apurar agora é por que um avião executivo decolou tendo conhecimento de que o aeroporto estava fechado”, concluiu Rodolpho Santos.

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